A presença dos Capuchinhos no Amazonas, se entrelaça com a história da Igreja na sua ação missionária no início do século. Portanto, desde 1909quando a Província da Úmbria, em Assis, na Itália assumiu esta região, os capuchinhos se dispuseram a testemunham o Reino dentro desta realidade específica.
De Olhos fixos em Jesus, avancem!
O Espírito de Deus está nos conduzindo e nós hoje respondemos ao seu apelo doando da nossa pobreza: começamos um novo Centenário de História ampliando a nossa Fraternidade e Missão!
Desde o dia 25 de Março, por Decreto do Ministro Geral, Frei Mauro Jöri, nós nos tornamos a Vice-Província dos Frades Menores Capuchinhos do Amazonas e Roraima!
O nosso enfoque não quer ser um ingênuo contemplar dos fatos, mas saborear a beleza com que os frades assumiram a vocação missionária traduzindo em realidade aquilo que era somente palavra e sonhos. Por isso, o momento não quer ser uma crítica ao modo como assumiram a missão, mas como a realidade da missão fez com que os frades assumissem um jeito próprio de articular fé e vida.
A presença dos quatro primeiros missionários: Frei Ermenegildo de Foligno, Frei Agatêngelo de Espoleto, Frei Domingos de Gualdo Tadino e Frei Martinho de Ceglie Messapico são expressões vivas desta história que depois de 100 anos possibilita-nos um maior ardor e entusiasmo no testemunho de nossa vocação capuchinha. A região específica de ação foi o Alto Solimões que pelo Decreto do Concistório de 23 de maio de 1910, a Santa Sé cria como Prelatura Apostólica do Alto Solimões, desligando-a da Diocese de Manaus e confiando à Província dos Capuchinhos da Úmbria, nomeando Fr. Agatângelo de Espoleto como Prefeito Apostólico que doente com a febre amarela morre quando se preparava o decreto de nomeação. Depois desse fato, vem então, nomeado Fr. Evangelista de Cefalônia que chega ao Amazonas, em 14 de janeiro de 1911. A partir de então, esta presença se consolida em um compromisso constante de fé e vida dentro da história do povo.
Houve mortes trágicas, e nós ficamos; houve mortes novas e nós crescemos…hoje, quase aos 100 anos, podemos dizer que o testemunho dado pelos frades ao longo dos tempos foi semente para o surgimento de novas vocações. O futuro nos aponta para novas estradas, outros rios, mas o mesmo vigor deve continuar; a mesma ousadia deve permanecer. Tantos jovens querem seguir esta mesma vocação missionária. Que Deus abençoe e nos confirme no compromisso.
Valeu missionários! Valeu capuchinhos!
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